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Isaac Barradas

Isaac Barradas

O bicho chegou! Agora não posso fotografar!

26.01.22 | Isaac Barradas

No panorama atual das coisas, parece que a questão mudou de "Se eu apanhar Covid..." para "Quando eu apanhar Covid..."

Não me interpretes mal! Não estou a dizer que devemos relaxar e aceitar de braços abertos. Os cuidados e as normas de segurança devem ser mantidos a todo o custo, tal como eram o ínicio da pandemia quando isto era levado a sério, mas (lá está o "mas"...) o que fazer quando é o nosso filho de 6 anos que, involuntáriamente, trás o bicho para casa?

Primeiro, cruzam-se os dedos e espera-se que a evolução da coisa seja favorável e tudo passe rápido.  Em segundo... bem, em segundo seguem-se as indicações da Saúde24 e fica-se em casa! Parece simples não é?

IMG_4361.jpg

De facto seria simlples se eu não fosse fotografo de paisagens! O que faz alguém como eu, que gosta de viver lá fora, quando é obrigado a ficar cá dentro?

Essa foi a pergunta que fiz a mim mesmo e claro que para além da vida quitidiana não parar, existem algumas coisas que se podem fazer! Isto leva-me a um outro tema (na realidade é mais um desvio momentâneo da temática principal😅):

Já aqui falei das minhas resoluções de ano novo relacionadas com a fotografia mas não as referi todas por isso, deixa-me contar-te: além de querer fotografar com mais assiduidade, identifiquei também áreas que preciso e quero melhorar para elevar a qualidade do meu trabalho fotográfico. Para isso, inscrevi-me em alguns cursos sobre os temas, sendo um deles sobre técnicas de composição.

Captura de ecrã 2022-01-26, às 00.11.35.png

Neste ponto, entra um dos fotografos que mais me inspira com o seu trabalho: Mads Peter Iversen, um fotografo de fineart dinamarquês que produz paisagens arrebatadoras. No mini-curso de composição, ele começa por tocar num ponto que deveria estar mais presente em mim: "Porque quero fotografar paisagens?" A resposta a esta pergunta pode parecer simples mas facilmente se mascara de outras razões igualmente válidas. Contudo, essas só fazem sentido se a resposta real for tida em conta.

É bastante simples: Quero (contiuar) a fotografar paisagens porque é quando sou mais feliz!

IMG_4323.jpg

Claro que no dia a dia com todas as tarefas que um fotografo tem de fazer para se manter relevante no mundo 100% digital, esta visão cai erroneamente para segundo plano, dando lugar às procupações com edição, seguidores, alcance, estratégias e tantas mais tarefas:

  • Gerir redes sociais (outro ponto que tenho de melhorar)
  • Pesquisar novos locais para fotogrfar;
  • Atualizar o site e portfólio;
  • Trabalhar SEO;
  • Marketing Pessoal;
  • etc...

São tarefas demoradas e que requerem dedicação. Se a isso juntar o trabalho full time, a gestão de tempo é crucial e naturalmente que os pensamentos sobre os "porquês" da vida ficam para trás.

Claro que a este "porquê" se juntam outros tantos, também els repletos de validade. Desde motivação financeira, reconhecimento, legado e crescimento pessoal, são várias as razões para pegar na câmara. Contudo, é a felicidade que sinto quando estou no terreno a viver o momento, aquilo que mais me motiva.

O que me entristece, e que deu origem a esta reflexão, é que os motivos que me fazem sair de câmara às costas deveriam estar mais presentes no meu dia a dia. Não deveriam ser estes momentos de paragem forçada a obrigar-me a refletir sobre o que realmente me guia até porque, na verdade, apenas trabalhando para este objetivo principal, terei a energia e motivação para atingir os restantes.

Concordas?

E tu, que motivos tens para os teus hobbies?